A dança das cadeiras no primeiro escalão do governo estadual começa a ganhar contornos de suspense político, especialmente no que diz respeito ao destino da deputada Dra. Paula. Com a janela de desincompatibilização eleitoral se aproximando em abril, o vice-governador Lucas Ribeiro confirmou que nomes como o do secretário Lindolfo Pires (Filho) obrigatoriamente deixarão suas pastas para a disputa do pleito. Esse vácuo administrativo abre espaço para especulações sobre o aproveitamento de aliados históricos no Poder Executivo.

Questionado diretamente sobre a possibilidade de a deputada Dra. Paula — que não deve concorrer à reeleição — assumir uma secretaria, Ribeiro adotou uma postura de prudência estratégica. Ele a descreveu como uma "grande deputada" e "grande amiga", reafirmando que ela integra o "time" governista, mas evitou selar qualquer compromisso imediato. Segundo o vice-governador, as tratativas sobre quem ocupará as vagas deixadas pelos secretários que sairão devem se intensificar apenas após o período de Carnaval.

A análise de bastidores sugere que o papel de Dra. Paula no novo secretariado ainda passa por um processo de "formatação e organização". Lucas Ribeiro assegura que o Sertão da Paraíba manterá sua representatividade na nova composição, destacando que o diálogo sobre essa reformulação está em andamento, embora nomes definitivos ainda não tenham sido batidos. A estratégia de Lucas Ribeiro consiste em manter a coesão do grupo, tratando Dra. Paula como peça-chave do "time", mas adiando qualquer anúncio oficial sobre sua entrada no secretariado para o período pós-Carnaval.

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Enquanto as definições não saem, o vice-governador prefere focar na "política macro" e na entrega de resultados, como obras de infraestrutura e políticas públicas concretas, para blindar o governo de pressões imediatistas. Para ele, o foco do grupo deve ser a continuidade de um projeto que "tem entrega", em contraposição às investidas da oposição que, em sua visão, baseiam-se apenas em narrativas. O futuro de Dra. Paula, portanto, parece estar condicionado a um xadrez político que prioriza a estabilidade e a representatividade regional do Sertão para 2026.

FONTE/CRÉDITOS: TV E PORTAL SERTÃO | REPÓRTER TV – Wgleyson de Souza – Jornalista. DRT 4407/PB | API/PB 3072.