Nos bastidores do poder em Cajazeiras, a narrativa de Marcos destaca-se pela raridade da constância partidária. O parlamentar, que iniciou sua trajetória pública sob a égide do Partido dos Trabalhadores (PT), realizou uma transição para o Movimento Democrático Brasileiro (MDB) que, segundo sua própria análise, não representou uma ruptura, mas uma evolução tática. Para Marcos, a migração foi naturalizada pelo fato de ambas as siglas terem caminhado historicamente juntas na política local e estadual. 

Essa movimentação moldou um perfil político baseado na resiliência e no respeito às hierarquias partidárias. Ao autodenominar-se como, talvez, o único político da região que não "mudou de lado" — apesar de ter mudado de sigla —, ele constrói uma identidade de lealdade que transcende os resultados eleitorais. *"Eu sou o único político aqui de Caja que não mudei de lado, mudei de partido do PT pro MDB porque os dois partidos eles andavam juntos"*, afirma o vereador, evidenciando que sua bússola política é guiada pela manutenção de compromissos históricos. 

A análise política de sua conduta revela um pragmatismo institucional elevado: Marcos manteve-se ao lado de nomes como Maranhão e Veneziano Vital do Rêgo, mesmo em cenários de derrota iminente, priorizando a bandeira partidária em detrimento do oportunismo eleitoral.  Atualmente, como presidente do MDB em Cajazeiras, ele sinaliza que a prioridade para o futuro permanece sendo a unidade da legenda. Sua postura envia um recado claro ao Sertão da Paraíba: em um ambiente de volatilidade, a fidelidade ao partido ainda é sua principal moeda de troca e capital político. 

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FONTE/CRÉDITOS: TV E PORTAL SERTÃO | REPÓRTER TV – Wgleyson de Souza – Jornalista. DRT 4407/PB | API/PB 3072.