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Especialistas da Organizações das Nações Unidas (ONU) assinaram uma carta alertando sobre restrições à liberdade de expressão em plataformas digitais da empresa Meta, como Instagram, Facebook e WhatsApp, de olho nas eleições brasileiras.
Segundo os observadores internacionais que acompanharam o pleito, houve um tratamento desigual no impulsionamento de campanhas. Contas ligadas a um lado específico teriam sido severamente prejudicadas.
Entre as falhas apontadas estão quedas temporárias de perfis de campanha. O alcance das publicações políticas de um dos grupos também sofreu reduções drásticas.
Além disso, o documento relata a suspensão em massa de contas pertencentes a jornalistas, influenciadores e criadores de conteúdo, quase todas alinhadas à mesma vertente ideológica.
NetLab
Uma manifestação do NetLab também questionou a remoção de um perfil do candidato Luiz Inácio Lula da Silva. A justificativa da Meta foi o controle de notícias falsas, embora páginas propagando desinformação tenham sido mantidas ativas.
O laboratório, vinculado à Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), identificou brechas que permitiram propaganda paga no exterior durante o período de silêncio eleitoral.
Caso do WhatsApp
A campanha à reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva acionou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O motivo foi a recusa da inteligência artificial do WhatsApp em gerar imagens com termos como "Lula" e "13", enquanto pedidos com "Flávio" e "22" funcionavam.
A defesa classificou o episódio como seletividade algorítmica para favorecer o candidato do PL, Flávio Bolsonaro.
Outro lado
Em nota oficial, a Meta declarou que assegura a liberdade de expressão sem viés partidário. A companhia argumentou que falhas técnicas são pontuais devido à sua escala e que cumpre rigorosamente a legislação do país.
Sobre as críticas do NetLab, a empresa reiterou que combate fraudes e remove conteúdos irregulares assim que identificados.
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