A Paraíba registrou dez feminicídios nos primeiros quatro meses de 2026, de janeiro a abril, conforme dados divulgados pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública. Este alarmante número de violência contra a mulher foi distribuído por diversas cidades do estado, como João Pessoa, Arara e Guarabira, e é acompanhado por nove tentativas de feminicídio, refletindo uma preocupante escalada da violência de gênero no cenário estadual e nacional.

A análise mensal dos dados revela que janeiro e março foram os períodos mais críticos, com quatro e três casos de feminicídios, respectivamente. Além dos crimes consumados, o estado também presenciou nove tentativas de feminicídio durante o mesmo período, com três ocorrências em janeiro, duas em fevereiro, três em março e uma em abril.

Essas tentativas de assassinato contra mulheres foram reportadas em localidades como Alagoa Grande, Bonito de Santa Fé, Cabedelo, Campina Grande, Monteiro, Natuba, Picuí, Pilar e Pombal, evidenciando a capilaridade da violência de gênero por todo o território paraibano.

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Crescimento histórico da violência

O ano de 2025 já havia alertado para a gravidade da situação, com a Paraíba registrando 36 feminicídios. Este patamar igualou o pior índice desde a sanção da Lei do Feminicídio em 2015, repetindo o número de 2019 e representando um aumento de 38% em relação aos dados de 2024, consolidando uma tendência de alta alarmante.

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O que caracteriza o feminicídio?

O feminicídio é o assassinato de uma mulher cometido por razões da condição de sexo feminino, ou seja, quando o crime envolve violência doméstica e familiar, menosprezo ou discriminação à condição de mulher.

Cenário nacional de aumento

A situação na Paraíba reflete uma alarmante tendência nacional. Em 2025, o Brasil atingiu um novo recorde de feminicídios, com mais de 1.470 casos registrados entre janeiro e dezembro, superando os 1.464 de 2024, que era a marca mais alta até então. Esses dados, também do Ministério da Justiça e Segurança Pública, indicam que, em média, quatro mulheres foram assassinadas por dia no país no ano passado em contextos de violência de gênero.

Canais para denúncia e apoio

É fundamental que a violência contra a mulher seja denunciada. Casos de estupro, tentativas de feminicídio, feminicídio e outras formas de agressão podem ser reportados através de canais específicos:

  • 197: Disque Denúncia da Polícia Civil
  • 180: Central de Atendimento à Mulher
  • 190: Disque Denúncia da Polícia Militar, para situações de emergência
FONTE/CRÉDITOS: WGLEYSSON DE SOUZA – Jornalista REG. PROF. FENAJ - 4407/PB | API/PB 3072