Nesta quinta-feira (17), a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) requisitou ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), permissão para colher o depoimento do ex-presidente Jair Bolsonaro. A medida visa esclarecer a origem de uma arma de fogo apreendida em posse de um de seus seguranças, um caso sob investigação da 17ª Delegacia de Polícia.

Em um ofício encaminhado ao STF, o delegado Thiago Boing, à frente das apurações, detalhou que as tentativas de intimar pessoalmente Bolsonaro foram frustradas. A equipe de segurança do ex-presidente impediu a concretização do ato.

"A tentativa de cumprimento da intimação pessoal restou infrutífera, uma vez que a equipe de escolta responsável não permitiu a efetivação do ato, impossibilitando a ciência pessoal do intimando", consta no documento assinado pelo delegado.

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Atualmente, Jair Bolsonaro cumpre prisão domiciliar desde 24 de março. Ele deixou o Hospital DF Star, em Brasília, após um período de internação para tratamento de pneumonia bacteriana.

Caso o Supremo Tribunal Federal conceda a autorização, o depoimento de Bolsonaro está agendado para a próxima quarta-feira (24), às 15h, e ocorrerá por videoconferência. >> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp

Detalhes da apreensão da arma

A arma de fogo foi interceptada às 23h30 da segunda-feira (15), durante uma blitz no Pistão Norte, em Taguatinga. Um veículo Honda Civic foi parado e, na ocasião, o motorista se identificou como funcionário do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República (GSI).

Ele prontamente informou aos policiais que a pistola pertencia ao ex-presidente.

Durante a operação, um carregador sobressalente da pistola Glock 9 milímetros (mm) também foi encontrado. O motorista foi levado à delegacia, onde explicou que a arma lhe havia sido entregue para reparo devido a uma pane.

Em seu depoimento, ele acrescentou que pegou a pistola no mesmo dia 15 com o objetivo de consertá-la e que o armamento seria devolvido no dia seguinte.

A defesa de Bolsonaro confirmou, na quarta-feira (17), que o ex-presidente é o legítimo proprietário da arma apreendida. Segundo os advogados, o armamento foi deixado com o segurança para ser encaminhado a conserto.

Eles ressaltaram que não há qualquer proibição legal para que o ex-presidente mantenha a arma em sua residência.

FONTE/CRÉDITOS: WGLEYSSON DE SOUZA – Jornalista REG. PROF. FENAJ - 4407/PB | API/PB 3072