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A Polícia Civil de João Pessoa confirmou nesta segunda-feira (6) que o segundo suspeito envolvido no assalto que resultou na morte de Bruno de Mello, proprietário de uma loja de celulares no bairro José Américo, aproveitou uma folga do seu trabalho para cometer o crime. O homem, de 32 anos e conhecido como "Ninja", foi detido no bairro do Oitizeiro, na capital paraibana, e a informação foi crucial para o avanço das investigações.
De acordo com a delegada Emilia Ferraz, da Delegacia de Roubos e Furtos da capital (DRF), o suspeito, que trabalhava em um supermercado, havia negado seu envolvimento e alegado ser um trabalhador assíduo. Contudo, a equipe de investigação verificou que ele estava de folga exatamente no dia em que o assalto fatal ocorreu.
A versão do suspeito e a investigação
“Quando entrevistado pelos nossos investigadores, ele se declarou pai de família, trabalhador e que não estava envolvido com nada disso e que era um homem que trabalhava todos os dias da semana, dizendo onde e o local do trabalho. Nossa equipe se dirigiu a esse local, para confirmar, e verificamos que exatamente no dia do crime, contrariando o que ele vinha dizendo à polícia, ele tinha recebido folga”, detalhou a delegada Ferraz.
A delegada também informou que "Ninja" possui antecedentes criminais e já havia sido investigado por sua possível ligação com uma organização criminosa. A prisão do segundo suspeito é um passo significativo para a elucidação completa do caso.
No momento da prisão, a vestimenta que o suspeito teria usado durante o assalto – uma camisa branca e vermelha – foi apreendida. Ele foi prontamente reconhecido por duas testemunhas oculares do crime, fortalecendo as evidências contra ele. O homem foi encaminhado à Cidade da Polícia Civil de João Pessoa, onde aguarda audiência de custódia.
Um outro indivíduo, também suspeito de participação no crime, já havia sido detido anteriormente, e um veículo utilizado na ação foi periciado pelas autoridades.
Detalhes do assalto que vitimou o lojista
O crime ocorreu no início da tarde de 2 de julho, quando Bruno de Mello foi morto a tiros durante uma tentativa de roubo em sua loja de celulares, localizada na avenida Hilton Souto Maior, no bairro José Américo. A loja ficava próxima à Igreja São José.
Segundo o delegado Thiago Cavalcanti, os assaltantes armados invadiram o prédio comercial e subiram as escadas em direção à sala onde a loja funcionava. Lá, eles se depararam com a vítima, que também estava armada. Ao avistar os criminosos, Bruno de Mello sacou sua arma, mas foi alvejado diversas vezes pelos agressores, vindo a óbito no local.
“Conforme foi apurado aqui no local, indivíduos armados acessaram aqui o estabelecimento, o hall do estabelecimento, quando se depararam com a vítima, que também estava portando uma arma de fogo. Ao visualizar os elementos, a vítima sacou a sua arma de fogo, mas foi alvejada pelos algozes e veio a óbito aqui no próprio local”, explicou o delegado Cavalcanti. A quantidade exata de disparos não pôde ser precisada.
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