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O custo da cesta básica apresentou um aumento em 17 das 27 capitais do Brasil durante o mês de junho. Em contrapartida, as demais cidades e o Distrito Federal observaram uma diminuição no valor médio.
De acordo com a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, divulgada conjuntamente pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) e pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Boa Vista liderou os acréscimos, com uma elevação média de 3,28%. Na sequência, destacam-se Palmas (3,01%), Rio Branco (2,20%) e Porto Alegre (2,18%).
Por outro lado, a maior queda no preço foi registrada em João Pessoa, com uma redução de 3,97%. Outras capitais que apresentaram recuos significativos foram Recife (-3,62%) e Maceió (-3,61%).
No acumulado do primeiro semestre do ano, todas as capitais brasileiras experimentaram um aumento nos preços da cesta básica. As variações foram de 4,02% em São Luís até 21,48% em Fortaleza.
Fatores que influenciaram o aumento
Um dos principais impulsionadores da alta no custo da cesta em junho foi o feijão, que encareceu em todas as localidades pesquisadas. Segundo o levantamento, a valorização do produto está associada à diminuição da área plantada e a eventos climáticos adversos que impactaram as safras.
Adicionalmente, foram observados aumentos nos preços do arroz agulhinha, da carne bovina de primeira e do leite integral.
Cesta básica mais cara e o salário mínimo
Em junho, São Paulo registrou a cesta básica mais cara do país, com um custo médio de R$ 965,47. Cuiabá (R$ 937,93), Rio de Janeiro (R$ 920,94) e Florianópolis (R$ 918,42) completam o ranking das cidades com os maiores valores.
Nas regiões Norte e Nordeste, onde a composição da cesta difere, os valores médios mais baixos foram encontrados em Aracaju (R$ 630,40), São Luís (R$ 654,73), Maceió (R$ 671,41) e Natal (R$ 686,07).
Considerando a cesta mais onerosa do país e a determinação constitucional de que o salário mínimo deve ser suficiente para cobrir despesas essenciais, o Dieese calculou que o valor ideal do salário mínimo em junho deveria ter sido de R$ 8.110,92. Este montante representa cinco vezes o salário mínimo vigente na época, que era de R$ 1.621.
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