A intensa movimentação na corrida pelo Senado levanta um questionamento inevitável sobre o comportamento do eleitorado: afinal, o eleitor paraibano costuma punir prefeitos que rompem alianças institucionais por conveniência? Nos recentes episódios envolvendo os Bastidores do Poder da Política da Paraíba, gestores como Tintim (Aguiar), Manuel Moleque (São José de Caiana) e, supostamente, Bá Barros (Pedra de Fogo) decidiram abandonar a base do pré-candidato João Azevêdo. Essa debandada ocorre mesmo após o governo estadual ter atendido integralmente aos pedidos de obras e melhorias para essas localidades. 

A motivação estrutural para essa troca repentina de palanque está ancorada na busca por novos suportes políticos e, muitas vezes, em vantagens financeiras e logísticas voltadas para as campanhas locais, popularmente tratadas nos bastidores como "o milho". Diante deste cenário, a grande incógnita para os analistas é se os cidadãos dessas cidades aceitarão pacificamente deixar de votar no candidato majoritário que trouxe investimentos reais para o município, apenas para satisfazer a nova preferência estabelecida pelo sabor e pelo interesse particular de seu prefeito. 

Com a projeção matemática de que cerca de 20 outros prefeitos possam repetir essa mesma atitude de esquecer as obras recebidas em troca de vantagens imediatas, o teste da fidelidade popular será implacável. Como observa Wgleysson de Souza, a eleição tem o papel fundamental de revelar a verdadeira dinâmica de poder entre o líder municipal e seus eleitores. Apesar do esforço constante das lideranças em conduzir o eleitorado e pedir votos durante a campanha, o cidadão frequentemente faz uma escolha pontual e solitária diante da urna para aplicar a sua própria justiça com o voto.Esse movimento de independência e avaliação técnica acaba funcionando, na prática, como uma punição silenciosa àqueles gestores que subestimam a capacidade de julgamento da população.

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FONTE/CRÉDITOS: WGLEYSSON DE SOUZA – Jornalista. REG. PROF. FENAJ - 4407/PB | API/PB 3072.