A política de Santa Helena virou palco de uma manobra clássica de transferência de responsabilidade. Ao invés de assumir as falhas de previsão de sua própria gestão, o prefeito João Cléber decidiu usar os microfones das rádios locais para atacar a Câmara Municipal. A tentativa de justificar a necessidade de um crédito especial de R$ 400 mil culpando o Legislativo expõe uma fragilidade administrativa latente e coloca em evidência a estratégia do Executivo de politizar os próprios tropeços burocráticos.

Durante sua investida midiática, o gestor apelou diretamente para a comoção pública. Classificou a derrota de seus projetos como uma decisão "triste e lamentável", argumentando que os recursos federais já estavam "carimbados". Em uma retórica desenhada para isolar a oposição, chegou a afirmar que os vereadores teriam "retirado da boca das crianças" a merenda escolar e prejudicado a compra de equipamentos para salas de vacinação, acusando-os de exibir o veto como um "troféu". A estratégia, no entanto, atuou apenas como uma cortina de fumaça para tentar camuflar erros primários na condução orçamentária.

Do outro lado do embate, a Câmara Municipal demonstrou maturidade institucional e embasamento técnico, conferindo total credibilidade à sua decisão e esvaziando o palanque do prefeito. Parlamentares como Rogério Leite e Valdivan Abrantes rebateram as acusações com um questionamento irrespondível: como uma gestão precisa de suplementação financeira apenas 90 dias após a aprovação da Lei Orçamentária Anual (LOA)? A justificativa da oposição desmascarou a tese do Executivo, apontando que o orçamento original foi enviado à Casa de forma deficitária e "todo errado", provando a completa ausência de um planejamento fiscal sólido.

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Do outro lado do embate, a Câmara Municipal demonstrou maturidade institucional e embasamento técnico, conferindo total credibilidade à sua decisão e esvaziando o palanque do prefeito. Parlamentares como Rogério Leite e Valdivan Abrantes rebateram as acusações com um questionamento irrespondível: como uma gestão precisa de suplementação financeira apenas 90 dias após a aprovação da Lei Orçamentária Anual (LOA)? A justificativa da oposição desmascarou a tese do Executivo, apontando que o orçamento original foi enviado à Casa de forma deficitária e "todo errado", provando a completa ausência de um planejamento fiscal sólido.

Como sempre analisamos nos Bastidores do Poder e na dinâmica da Política da Paraíba, a leitura de Wgleysson de Souza é clara: o Legislativo não pode ser feito de refém da imprevisibilidade do Executivo. Tratar a Câmara Municipal como um mero carimbador de urgências, enviando projetos de última hora como uma "avalanche" sobre os vereadores, é a prova cabal de uma gestão que age de forma aleatória e sem critérios. Ao frear essa imposição e rejeitar a pressão das rádios, os parlamentares reafirmam sua independência e mostram à população que a culpa pela ineficiência administrativa tem endereço certo, e não é na sede do parlamento.

FONTE/CRÉDITOS: WGLEYSSON DE SOUZA – Jornalista.* REG. PROF. FENAJ - 4407/PB | API/PB 3072.