A situação do Cemitério Nossa Senhora da Consolação, localizado na Rua Vidal de Negreiros, no Centro de São João do Rio do Peixe, expõe um cenário que ultrapassa o descaso administrativo e entra no campo da negligência institucional. Em uma cidade onde o espaço deveria simbolizar respeito à memória e dignidade humana, o que se observa é um ambiente degradado e sem qualquer controle efetivo por parte do poder público.

Relatos de moradores apontam que o local vem sendo utilizado há anos como ponto irregular de descarte de resíduos. Entre os materiais acumulados estão restos de caixões, mortalhas, coroas de flores, entulhos de construção e lixo doméstico, formando um quadro persistente de poluição visual e sanitária. A situação se agrava com a presença de esgoto oriundo de residências vizinhas sendo despejado diretamente na área do cemitério, ampliando os riscos à saúde pública e ao meio ambiente.

Outro fator crítico é a ausência de controle de acesso. Os portões permanecem abertos de forma contínua, permitindo a entrada de animais de grande porte, que circulam livremente entre os túmulos, comprometendo ainda mais a integridade do espaço. O problema, segundo a comunidade, não é recente e se arrasta sem solução, evidenciando falhas estruturais na gestão urbana e ambiental do município.

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Nos Bastidores do Poder, a denúncia também levanta questionamentos sobre a possível falta de regularização ambiental do equipamento público junto à Sudema, situação que, conforme moradores, já perdura há cerca de oito anos. A ausência de licenciamento ou fiscalização adequada pode implicar não apenas em irregularidades administrativas, mas também em responsabilidades legais para a gestão municipal.

O abandono prolongado de um espaço público sensível como um cemitério revela não apenas falhas de gestão, mas um preocupante distanciamento entre o poder público e as demandas básicas da população.

Até o momento, não houve posicionamento oficial da Prefeitura de São João do Rio do Peixe sobre o caso. A comunidade segue cobrando providências urgentes, tanto para restabelecer a dignidade do local quanto para evitar agravamento dos riscos sanitários e ambientais, em um episódio que reforça a necessidade de maior fiscalização e transparência na Política da Paraíba.

FONTE/CRÉDITOS: WGLEYSSON DE SOUZA – Jornalista. REG. PROF. FENAJ - 4407/PB | API/PB 3072.