O ministro Edson Fachin, presidente do STF e do CNJ, informou nesta terça-feira (2) que o Judiciário ainda não recebeu uma notificação formal sobre a decisão dos Estados Unidos de rotular o PCC e o Comando Vermelho como terroristas. A medida norte-americana visa ampliar o rigor contra o crime organizado transnacional, mas depende de trâmites diplomáticos para repercutir legalmente em solo brasileiro.

Segundo Fachin, o tema permanece sob gestão da diplomacia do Brasil. O Conselho Nacional de Justiça passará a analisar os desdobramentos jurídicos pertinentes apenas após a conclusão dessas comunicações institucionais obrigatórias entre os países.

"O Poder Judiciário aguarda a formalização desses atos para que o CNJ possa, se necessário, adotar as medidas cabíveis", explicou o magistrado. Ele reforçou que, até o momento, não houve qualquer movimentação oficial registrada pelos órgãos competentes.

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Implicações da lei de imigração dos EUA

A determinação da administração de Donald Trump entrará em vigor a partir do dia 5 de junho. O embasamento legal para a medida reside na Seção 219 da Lei de Imigração e Nacionalidade, além de uma ordem executiva específica da Casa Branca.

Especialistas consultados alertam que essa nova classificação pode gerar tensões diplomáticas significativas. Há preocupações sobre possíveis ameaças à soberania brasileira e a criação de obstáculos em futuros acordos de cooperação investigativa entre as duas nações.

FONTE/CRÉDITOS: WGLEYSSON DE SOUZA – Jornalista REG. PROF. FENAJ - 4407/PB | API/PB 3072