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O cenário político do Litoral Norte paraibano foi abalado nesta quinta-feira (12) por uma operação do Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco). O alvo principal foi o prefeito de Jacaraú, Márcio Aurélio, que teve sua residência revistada por equipes da Polícia Civil em cumprimento a um mandado de busca e apreensão. Embora o processo tramite em segredo de Justiça, a ação é vista como um novo e explosivo capítulo na crise política da região.
A medida judicial ocorre meses após o assassinato do vereador Peron Filho, morto a tiros em setembro do ano passado. A principal linha de investigação das autoridades aponta para uma motivação política. Recentemente, a Polícia Civil revelou o monitoramento de uma reunião suspeita, fora da agenda oficial, entre o prefeito e dois ex-secretários municipais — Jeferson Carvalho e Antônio Fernandes —, que já foram presos por suposto envolvimento no crime.
De acordo com as investigações lideradas pelo delegado Sylvio Rabelo, o encontro teria ocorrido cerca de 25 dias após a execução do parlamentar. Agora, com a nova investida do Gaeco, a pressão sobre o núcleo do poder municipal aumenta, gerando especulações sobre os próximos desdobramentos judiciais. Até o fechamento desta matéria, a defesa do prefeito Márcio Aurélio não havia emitido pronunciamento oficial sobre o caso.
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