O diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, efetuou a retirada das credenciais diplomáticas de um agente de imigração dos Estados Unidos que desempenhava suas funções na sede da PF, localizada em Brasília.

Conforme Rodrigues, essa providência representa uma ação de reciprocidade por parte do governo brasileiro, motivada pela determinação do governo estadunidense de que o delegado brasileiro Marcelo Ivo de Carvalho, igualmente membro da PF, deixasse o território norte-americano.

"Com pesar, retirei as credenciais de um servidor dos EUA, agindo em conformidade com o princípio da reciprocidade", declarou Andrei Rodrigues durante uma entrevista concedida ao programa Estúdio i, da GloboNews.

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A Agência Brasil buscou contato com a assessoria de imprensa da Polícia Federal, visando obter a confirmação da informação e detalhes acerca da substituição do delegado Marcelo Ivo pela delegada Tatiana Alves Torres.

Até o momento da publicação desta matéria, não houve retorno.

Contexto da situação

Em 20 de maio, uma segunda-feira, o Escritório para Assuntos do Hemisfério Ocidental dos Estados Unidos comunicou ter solicitado a saída de um “funcionário brasileiro” do território nacional. Embora a comunicação oficial não mencionasse nomes, o conteúdo sugeria que se tratava de um delegado da Polícia Federal implicado na detenção do ex-deputado Alexandre Ramagem.

Ramagem havia sido libertado na quarta-feira, dia 15, após um período de dois dias de custódia na Flórida.

O ex-parlamentar atuou como diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin). No ano anterior, o Supremo Tribunal Federal (STF) o sentenciou a 16 anos de reclusão em decorrência da ação penal ligada à conspiração golpista.

Em 21 de maio, uma terça-feira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva manifestou-se sobre o ocorrido enquanto estava em viagem oficial à Alemanha, abordando a questão da reciprocidade.

“Acredito que, se ocorreu um abuso por parte dos americanos em relação ao nosso policial, faremos a devida reciprocidade com o oficial deles aqui no Brasil. Não há discussão sobre isso”, declarou Lula.

FONTE/CRÉDITOS: WGLEYSSON DE SOUZA – Jornalista REG. PROF. FENAJ - 4407/PB | API/PB 3072