A **comissão especial** da Câmara dos Deputados, sob a presidência do deputado Alencar Santana (PT-SP), concluiu nesta quarta-feira uma fase de debates intensos sobre a **escala 6x1**, tendo ouvido aproximadamente 4 mil cidadãos. O colegiado busca deliberar sobre a proposta de redução da **jornada de trabalho** no Brasil, motivado por um forte apelo popular e pela necessidade de modernização das relações laborais.

Santana enfatizou a legitimidade do processo, destacando que, em menos de trinta dias, o grupo se consolidou como um dos cinco mais produtivos da Casa em volume de discussões. O parlamentar refutou alegações de que a tramitação teria sido precipitada, assegurando que tanto representantes de trabalhadores quanto de empregadores foram devidamente consultados.

Perspectivas sobre o bem-estar e produtividade

Os congressistas favoráveis à medida concentraram seus argumentos na melhoria da qualidade de vida do empregado. Para esse grupo, o aumento do tempo destinado ao descanso e ao convívio familiar é um pilar fundamental para garantir a saúde física e mental da classe trabalhadora.

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Em contrapartida, a ala oposicionista manifestou preocupação com a elevação dos custos de produção e o possível repasse desses valores aos preços finais. O deputado Gilson Marques (Novo-SC) alertou que o setor de serviços, incluindo pequenos negócios como padarias e farmácias, pode enfrentar sérias dificuldades operacionais.

Marques argumentou que, em nações desenvolvidas, a diminuição da carga horária foi um reflexo natural do ganho de produtividade e do enriquecimento do país, e não uma imposição legal prévia. Segundo ele, o impacto pode ser negativo para o próprio consumo e para a manutenção de postos de trabalho.

Avanço da PEC 8/25 e mobilização social

A deputada Erika Hilton (Psol-SP), autora da PEC 8/25 que propõe o modelo 4x3, criticou as manobras para adiar a votação. Ela defendeu que o debate foi cercado de dados imprecisos por parte dos opositores, mas que a pressão social garantiu o avanço da pauta na **comissão especial**.

Para Hilton, a continuidade do projeto representa um marco histórico e uma resposta direta aos anseios de quem busca condições mais dignas de trabalho. Ela classificou o momento como uma vitória política contra os setores que resistem à flexibilização da **jornada de trabalho** em favor do trabalhador.

FONTE/CRÉDITOS: WGLEYSSON DE SOUZA – Jornalista REG. PROF. FENAJ - 4407/PB | API/PB 3072