O líder indígena Raoni Metuktire, de 94 anos, apresentou melhora em seu quadro de saúde, conforme boletim médico divulgado nesta quarta-feira (17). Internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital e Maternidade Dois Pinheiros, em Sinop (MT), Raoni está lúcido, consciente e orientado, não necessitando mais de suporte ventilatório mecânico para respirar. Houve também evolução positiva em sua função renal e gastrointestinal.

Na terça-feira (16), o cacique passou por uma endoscopia digestiva alta, procedimento realizado sem intercorrências. Os resultados do exame estão sob avaliação da equipe médica, que aguarda exames complementares para definir o diagnóstico e planejar os próximos passos do tratamento.

Raoni continua recebendo suporte nutricional por meio de parenteral e permanece sob monitoramento constante de uma equipe multiprofissional. A equipe médica enfatizou que, apesar da melhora, o quadro de saúde do líder indígena ainda requer cuidados intensivos.

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A atenção especial se deve à idade avançada de Raoni, 94 anos, e a comorbidades preexistentes, que o tornam mais vulnerável. Por essa razão, não há previsão para sua alta hospitalar. Familiares do cacique estão presentes acompanhando sua recuperação.

O líder indígena retornou ao hospital no domingo (14), após passar mal em sua residência. Ele já havia sido internado outras duas vezes este ano.

“Ele é um homem muito forte, mas temos que lembrar sempre que é um senhor de mais de 90 anos e que apresenta comorbidades, além dos quadros prévios de uma pessoa nessa situação de saúde. Então isso realmente o deixa um pouco mais frágil, inspirando bastante cuidado”, declarou o diretor-técnico do Hospital Dois Pinheiros, Douglas Yanai.

A equipe médica do Hospital e Maternidade Dois Pinheiros mantém comunicação e colaboração contínuas com especialistas do Ambulatório do Índio da Unifesp, incluindo o médico Douglas Antônio Rodrigues, que acompanha Raoni há décadas. As decisões terapêuticas são tomadas de forma integrada, com discussões realizadas por videoconferência.

FONTE/CRÉDITOS: WGLEYSSON DE SOUZA – Jornalista REG. PROF. FENAJ - 4407/PB | API/PB 3072