O cantor João Lima, atualmente réu por tentativa de feminicídio contra sua ex-esposa, foi liberado da prisão nesta terça-feira (26). A decisão, proferida pela juíza Francilucy Rejane, da 2º Tribunal do Júri de João Pessoa, impõe ao artista o cumprimento de medidas cautelares específicas.

A defesa de João Lima foi contatada pela Rede Paraíba e informou que se pronunciará oficialmente sobre o caso em breve. A liberação do cantor está condicionada à observância de um conjunto de medidas determinadas pela magistrada.

Entre as restrições impostas, destacam-se o uso obrigatório de tornozeleira eletrônica e a proibição de qualquer contato com a vítima, Raphaella Brilhante. João Lima estava detido desde 26 de janeiro de 2026, no Presídio do Róger, em João Pessoa. Com a nova decisão, ele será transferido para a Penitenciária de Segurança Média, em Mangabeira, para a instalação do dispositivo eletrônico.

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O MPPB apresentou uma denúncia formal contra João Lima, que o acusa de diversos crimes, incluindo tentativa de feminicídio com agravantes de meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima. Adicionalmente, ele responde por estupro, lesão corporal no contexto de violência doméstica, induzimento ao suicídio, ameaça e violência psicológica contra a mulher.

A advogada da ex-esposa, Dayane Carvalho, ressaltou a importância da denúncia formalizada. "Isso não é uma condenação, mas também não é algo simples. É o reconhecimento de que há indícios concretos de autoria e materialidade, e que o caso precisa ser enfrentado com seriedade", declarou, enfatizando o peso da acusação formal para a vítima.

O caso ganhou notoriedade após a divulgação de vídeos em redes sociais que mostravam agressões. A vítima registrou Boletim de Ocorrência na Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher de João Pessoa. Posteriormente, em um pronunciamento público, a ex-esposa confirmou a violência sofrida, descrevendo a dor como algo que "atravessa o corpo, a alma e a história".

De acordo com os autos do processo, as agressões mais graves ocorreram em 18 de janeiro, registradas por câmeras de segurança. João Lima teria agredido a vítima com socos, apertos na mandíbula e a amordaçado. Documentos indicam ainda que ele teria entregue uma faca à mulher, incentivando-a a se matar.

Posteriormente, o cantor teria procurado a mãe da vítima, proferindo ameaças de morte caso ela não reatasse o relacionamento, e afirmando que mataria ambos caso ela se envolvesse com outra pessoa. A advogada da vítima apontou que as agressões se intensificaram após o casamento, em novembro de 2025, com relatos de violência ocorrendo já durante a lua de mel.

FONTE/CRÉDITOS: WGLEYSSON DE SOUZA – Jornalista REG. PROF. FENAJ - 4407/PB | API/PB 3072