A Academia Brasileira de Ciências (ABC) e a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) manifestaram profunda preocupação com a possibilidade de interferência externa nas eleições brasileiras, apontando riscos que podem vir dos Estados Unidos.

O temor central das instituições reside na hipótese de pressões capazes de comprometer a soberania nacional, abalar as instituições democráticas e corromper a livre formação de vontade dos cidadãos nas urnas.

Em nota conjunta, as entidades ressaltaram que a definição dos rumos políticos do país compete unicamente à população brasileira. Nenhum governo estrangeiro ou poder econômico deve tentar condicionar esse direito.

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No final de agosto, a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) já havia emitido um alerta reservado sobre a possibilidade de pressões norte-americanas direcionadas ao pleito nacional deste ano.

Diante do cenário, ABC e SBPC apelam pela mobilização conjunta dos Três Poderes, da academia e da sociedade civil para assegurar um pleito totalmente livre de ingerências externas.

O manifesto também endossou a iniciativa do Instituto Vladimir Herzog, que levou o tema à Organização das Nações Unidas (ONU) para cobrar o rápido reconhecimento do resultado legítimo das urnas.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva também tratou do tema durante seu discurso na Assembleia Geral das Nações Unidas, criticando investidas neocoloniais e o ressurgimento de zonas de influência global.

O pleito está agendado para o dia 4 de outubro, data em que os eleitores escolherão deputados, senadores, governadores e o novo presidente da República.

Nota oficial na íntegra

Soberania e democracia: o Brasil decide seu futuro

A Academia Brasileira de Ciências (ABC) e a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) manifestam preocupação diante dos alertas sobre possíveis interferências externas no processo eleitoral brasileiro de 2026.

O texto reforça que a escolha dos governantes pertence exclusivamente ao povo brasileiro, rejeitando qualquer manipulação do ambiente informacional ou uso indevido de plataformas digitais por atores externos.

As entidades conclamam a sociedade a permanecer vigilante, defendendo a autodeterminação, o respeito à Constituição e a integridade do processo democrático até a proclamação oficial dos resultados.

FONTE/CRÉDITOS: WGLEYSSON DE SOUZA – Jornalista REG. PROF. FENAJ - 4407/PB | API/PB 3072