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Na manhã desta sexta-feira (1º), o ex-presidente Jair Bolsonaro deu entrada no hospital DF Star, em Brasília, para ser submetido a uma cirurgia no ombro. O objetivo da intervenção é tratar uma lesão no manguito rotador direito, com uma duração estimada de três horas para o procedimento principal.
A hospitalização ocorre após o parecer favorável de Paulo Gonet, procurador-geral da República, encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF). O documento apoiava a solicitação da defesa para que Bolsonaro pudesse deixar temporariamente o regime de prisão domiciliar para o tratamento médico.
A permissão final foi concedida pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, que atua como o magistrado responsável pela execução penal do ex-mandatário.
Michelle Bolsonaro, ex-primeira-dama, informou pelas redes sociais que o processo pré-operatório envolve a colocação de um cateter para medicação. Segundo a equipe ortopédica, essa etapa preparatória dura cerca de duas horas, antecedendo o ato cirúrgico.
Contexto da prisão domiciliar
Atualmente, Bolsonaro cumpre prisão domiciliar humanitária por determinação de Alexandre de Moraes. A medida foi tomada em março, após o ex-presidente tratar uma pneumonia bacteriana na mesma unidade de saúde privada.
Em setembro de 2025, a Primeira Turma do STF condenou o ex-presidente a uma pena de 27 anos e 3 meses de reclusão. A sentença refere-se ao envolvimento em uma trama golpista investigada pela Suprema Corte.
Anteriormente ao regime domiciliar, o ex-presidente estava detido no 19° Batalhão da Polícia Militar, localizado no Complexo Penitenciário da Papuda, no Distrito Federal. A ala específica de detenção é popularmente referida como Papudinha.
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