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Nesta sexta-feira (29), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva reafirmou sua intenção de indicar o advogado Jorge Messias para uma cadeira no Supremo Tribunal Federal (STF), durante visita à Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados de Sergipe (Fafen-SE), em Laranjeiras. A decisão vem acompanhada da defesa de que a rejeição anterior no Congresso foi unicamente política, e não por falta de qualificação técnica do candidato.
Segundo o chefe do Executivo, a não aprovação prévia de Messias pelo Senado Federal decorreu de questões estritamente políticas, e não de qualquer deficiência em sua capacidade ou histórico profissional. Lula descreveu o advogado como "um dos melhores do país", reiterando que ele não possui entraves jurídicos ou pessoais que pudessem desqualificá-lo para a função.
"Ele foi derrotado por uma questão simplesmente política", enfatizou o presidente, ao expressar sua preocupação com a possibilidade de indicações serem vetadas sem uma fundamentação técnica explícita.
Lula reconheceu a prerrogativa do Senado de rejeitar nomes propostos para o STF, mas salientou a importância de que essa decisão seja baseada em critérios objetivos. "Sou eu que indico. O Senado pode derrotar alguém se ele não tiver competência jurídica. O que não pode é simplesmente derrotar por derrotar", argumentou.
Com essa convicção, o presidente concluiu: "Portanto, eu vou indicar o Messias outra vez."
Diálogo com o Congresso Nacional
O presidente também aproveitou a ocasião para reiterar a relevância do diálogo político contínuo com o Legislativo, essencial para a aprovação de pautas de interesse nacional. Ele mencionou manter conversas com parlamentares de diversas legendas, transcendendo alinhamentos ideológicos.
"Eu preciso dos amigos, dos meio-amigos e dos inimigos quando o projeto é de interesse brasileiro", declarou, sublinhando a amplitude de sua estratégia política.
As declarações do presidente foram proferidas durante sua agenda em Sergipe, que incluiu a visita à Fafen-SE, na localidade de Pedra Branca, em Laranjeiras. A unidade, cuja retomada das operações foi anunciada pelo governo federal, integra um plano maior de reativação do setor de fertilizantes e de investimentos da Petrobras no estado.
A rejeição histórica no Senado
A rejeição anterior de Jorge Messias marcou um momento histórico: foi a primeira vez em mais de 130 anos que o Senado Federal vetou um nome para a Suprema Corte. Para que a indicação fosse aprovada, eram necessários 41 votos favoráveis dos 81 senadores. Contudo, o placar final registrou 42 votos contrários e 34 a favor, impedindo sua nomeação.
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