Na manhã desta quinta-feira (17), a Polícia Civil prendeu em Itapororoca, na Paraíba, o empresário Francisco Yago, de 33 anos, considerado foragido na Operação Bon Vivant. O suspeito é apontado como peça-chave de uma organização criminosa que movimentou cerca de R$ 144 milhões em dois anos com tráfico de drogas, comércio ilegal de armas e lavagem de dinheiro no Nordeste.

De acordo com o delegado Lucas Rothardan, o investigado era o braço direito do líder do grupo. Ele havia fugido para Fortaleza, no Ceará, mas foi capturado ao retornar à Paraíba. A polícia localizou o suspeito após rastrear o veículo utilizado para resgatá-lo no estado vizinho. No momento da abordagem, ele tentava planejar uma nova fuga aérea.

Durante as buscas na residência de Yago, os agentes apreenderam 15 smartphones, além de outros os cinco aparelhos localizados em seu automóvel. A suspeita é de que os dispositivos eram constantemente alternados com chips diferentes para despistar as investigações. O condutor do veículo, que já possuía antecedentes por tráfico, também foi detido por favorecimento pessoal.

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Como funcionava a lavagem de dinheiro

A quadrilha utilizava negócios legítimos para reintroduzir o capital ilícito no mercado formal. Entre as principais atividades financeiras do grupo estavam a compra e venda de cavalos de raça, leilões e a promoção de vaquejadas. Yago, inclusive, administrava um haras de grande porte no Rio Grande do Norte e atuava no mercado de criptomoedas.

Além do setor agropecuário, os criminosos gerenciavam três academias de ginástica e utilizavam "laranjas", incluindo as próprias esposas dos envolvidos, para ocultar patrimônio. A Polícia Civil também descobriu que o grupo financiava a carreira de um cantor local, usando o agenciamento artístico como mais uma ferramenta de movimentação financeira, sem que o músico soubesse do esquema.

A ofensiva policial também resultou no bloqueio de contas bancárias e no confisco de bens de alto valor, como carros de luxo, caminhões e quadriciclos. Durante as ações em Campina Grande, houve registro de resistência armada contra as equipes policiais, mas a situação foi controlada sem feridos, consolidando a desarticulação do braço financeiro da quadrilha.

FONTE/CRÉDITOS: WGLEYSSON DE SOUZA – Jornalista REG. PROF. FENAJ - 4407/PB | API/PB 3072