O ministro Nunes Marques, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ordenou nesta semana que o registro de filiação do senador Flávio Bolsonaro ao PL seja prontamente restabelecido, viabilizando sua pré-candidatura à Presidência da República.

Desde as primeiras horas do dia, veículos de imprensa relataram que os assessores da campanha não conseguiam concluir o envio dos dados no sistema do TSE. O entrave ocorreu porque constava no cadastro uma vinculação ativa do político com a legenda Missão.

A medida cautelar emitida pelo magistrado ocorreu após a legenda apresentar um pedido formal para anular o vínculo anterior. Atualmente, o episódio passa por apuração detalhada nos órgãos competentes da Justiça Eleitoral.

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Com essa reviravolta jurídica, o PL ganha autonomia para formalizar o pleito do parlamentar na plataforma da Corte. Vale destacar que o prazo limite para a conclusão deste procedimento encerra-se no próximo sábado (15).

Em declarações prestadas mais cedo, o próprio Flávio Bolsonaro classificou o episódio como uma fraude, sustentando que sua suposta inclusão nos registros do partido Missão ocorreu sem o seu consentimento.

Por sua vez, o TSE refutou qualquer hipótese de invasão cibernética em sua base de dados. O tribunal esclareceu que a manobra foi executada por alguém que utilizou as credenciais oficiais e legítimas da própria legenda Missão para efetivar a inclusão.

"O Tribunal Superior Eleitoral informa que a filiação de Flávio Bolsonaro ao partido Missão não foi fruto de hackeamento do sistema de filiação partidária, mas sim de uso indevido da ferramenta por parte de alguém que possuía as credenciais da legenda para efetivar filiações", declarou o órgão em nota oficial.

FONTE/CRÉDITOS: WGLEYSSON DE SOUZA – Jornalista REG. PROF. FENAJ - 4407/PB | API/PB 3072