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A tragédia do feminicídio deixa vítimas invisíveis que muitas vezes acabam nas ruas ou em orfanatos sem qualquer suporte estatal. Em um discurso incisivo, a deputada estadual Dra. Paula trouxe à tona a urgência de olhar para os *órfãos do feminicídio*, alertando que a sociedade frequentemente se mobiliza pelas mulheres assassinadas, mas esquece as crianças que ficam totalmente desamparadas após o crime.
A parlamentar utilizou o exemplo público de uma figura política do estado, que perdeu a mãe vítima do próprio pai mas teve suporte de tios e avós, para ilustrar um contraste cruel: a grande maioria das crianças não possui essa mesma rede de apoio familiar e acaba caindo na negligência do Estado. Para reverter o cenário de abandono sistêmico, Dra. Paula defendeu a aplicação rigorosa da Lei 13.431/2017, que exige a criação de espaços adequados para o atendimento de menores que testemunham ou sofrem violência.
Como medida prática, a deputada e médica cobrou que todos os municípios estabeleçam obrigatoriamente uma linha de cuidado em saúde específica para esse público vulnerável. A proposta visa forçar as prefeituras a estruturarem redes de atendimento contínuo, assegurando que o poder público forneça acolhimento médico, assistencial e psicológico para evitar que essas crianças sofram um segundo abandono institucional.
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