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A Justiça da Paraíba converteu em prisão preventiva a detenção de um médico investigado por cometer atos libidinosos contra pacientes durante atendimentos em uma Unidade Básica de Saúde (UBS) em Caaporã. A decisão foi proferida nesta quinta-feira (5), durante audiência de custódia, após o profissional ter sido preso em flagrante no dia anterior.
As investigações da Polícia Civil foram iniciadas a partir da denúncia de uma paciente de 20 anos, que relatou ter sofrido conduta sexual inadequada. Após o registro, novos depoimentos surgiram, incluindo o de uma mulher de 44 anos, que afirmou ter passado por situações similares no mesmo local. Funcionários da unidade também relataram comportamentos constrangedores do investigado.
Em nota, a defesa do médico classificou a medida judicial como desproporcional e desnecessária, informando que trabalha na elaboração de um habeas corpus. Por outro lado, a Prefeitura de Caaporã solicitou à empresa terceirizada o afastamento imediato do profissional e afirmou que a Secretaria Municipal de Saúde está prestando suporte psicológico e assistencial às vítimas.
Investigações em curso
O Conselho Regional de Medicina da Paraíba (CRM-PB) instaurou um procedimento interno para apurar possíveis infrações éticas. O órgão assegurou que, caso um processo ético-profissional seja formalizado, o médico terá direito à ampla defesa e ao contraditório, processo que incluirá a oitiva de testemunhas e das pacientes.
O médico, que não teve a identidade revelada, alegou em depoimento que os toques realizados faziam parte de procedimentos clínicos. Para esclarecer os fatos, a Polícia Civil solicitou perícias ao Instituto de Polícia Científica (IPC) e ao Núcleo de Medicina e Odontologia Legal (NUMOL), além da análise de imagens do circuito interno da UBS.
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