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A Paraíba registrou uma média alarmante de quatro mortes maternas por dia ao longo de 2025, totalizando 1.343 óbitos de mulheres em idade fértil. Os dados, provenientes do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM-Datasus) e analisados pelo g1, consideram mulheres entre 10 e 49 anos, evidenciando a urgência de políticas de saúde pública mais eficazes no estado.
A capital, João Pessoa, liderou o número de ocorrências, com 272 casos, seguida por Campina Grande, que registrou 142 óbitos. Essa concentração em centros urbanos levanta questões sobre o acesso e a qualidade dos serviços de saúde em diferentes regiões da Paraíba.
A análise detalhada dos óbitos revela que a faixa etária de 40 a 49 anos foi a mais atingida, concentrando mais da metade dos registros. Os números específicos por faixa etária são: 80 óbitos entre 10 e 19 anos, 205 entre 20 e 29 anos, 367 entre 30 e 39 anos, e 691 entre 40 e 49 anos.
Prevenção e a meta nacional de redução
No cenário nacional, a razão de mortalidade materna no Brasil foi de 56,4 mortes a cada 100 mil nascidos vivos em 2024, com 1.347 óbitos registrados. A meta estabelecida pelo Ministério da Saúde é reduzir esse índice para 30 mortes a cada 100 mil nascidos vivos até 2030, um objetivo ambicioso diante dos números atuais.
De acordo com a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), a maioria dessas mortes — cerca de nove em cada dez — é considerada evitável. Isso reforça a necessidade de aprimorar a atenção primária, o pré-natal e o acompanhamento pós-parto.
As principais causas de morte materna no Brasil, classificadas como obstétricas diretas, incluem síndromes hipertensivas, hemorragias, infecções puerperais e complicações decorrentes de aborto. Juntas, essas causas são responsáveis por aproximadamente 66% dos óbitos maternos no país, segundo dados do HU Brasil.
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