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O ministro da Educação, Leonardo Barchini, anunciou nesta quarta-feira (24), em Fortaleza, que o Brasil registrou a menor taxa de analfabetismo de sua história, resultado atribuído à eficácia das novas políticas de educação implementadas pelo governo federal.
De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Educação 2025, realizada pelo IBGE, o país conta atualmente com 8,4 milhões de não alfabetizados acima de 15 anos. O índice de 4,9% é o mais baixo desde o início da série histórica em 2016.
Baseado em parâmetros da Unesco, o ministro destacou que o patamar atual indica que o analfabetismo deixou de ser um entrave estrutural no território brasileiro. Segundo Barchini, o país caminha agora para a erradicação total dessa condição.
O anúncio ocorreu durante agenda oficial no Ceará, onde o ministro esteve acompanhado pelo senador Camilo Santana e pelo governador Elmano de Freitas para detalhar os avanços pedagógicos recentes.
Fortalecimento da EJA
O titular da pasta vinculou o sucesso dos indicadores à estratégia de recomposição de matrículas na Educação de Jovens e Adultos (EJA). Essa frente de atuação recebeu atenção especial para reverter o cenário de estagnação observado desde 2019.
No último ano, o MEC registrou um incremento de 40 mil novas matrículas na modalidade. Esse crescimento foi fundamental para impactar diretamente os índices de alfabetização, especialmente nas regiões Norte e Nordeste.
Redução da evasão e engajamento
A gestão federal também apresentou dados positivos sobre o desempenho escolar, destacando três indicadores que apresentaram melhora simultânea e inédita no país:
- Abandono escolar: queda de 61% no comparativo acumulado desde 2022;
- Reprovação: redução de 62% em âmbito nacional devido ao maior engajamento discente;
- Distorção idade-série: diminuição de 28% no volume de alunos fora da idade adequada.
Barchini ressaltou que a melhoria no fluxo escolar ocorreu sem prejuízo à qualidade do ensino. Para o ministro, manter o aluno na escola com aproveitamento pedagógico é o foco central das ações ministeriais.
Investimentos e incentivos financeiros
O atual orçamento do Ministério da Educação é o maior da história, permitindo a expansão de escolas em tempo integral e a conectividade digital em todas as unidades de ensino. Além disso, a União elevou em R$ 40 bilhões sua participação no Fundeb.
Entretanto, o principal catalisador desses resultados é o programa Pé-de-Meia. A iniciativa oferece incentivo financeiro para estudantes do ensino médio público, condicionando o benefício à frequência escolar mínima.
Com o Pé-de-Meia, os jovens demonstram maior assiduidade e atenção às aulas. Esse engajamento direto contribui para a redução da evasão e para o fortalecimento do aprendizado em todo o sistema público.
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