Quem acompanha de perto a movimentação eleitoral em Cajazeiras garante que o terreno mais firme do deputado estadual Júnior Araújo (PP) não estaria exatamente nas ruas centrais da cidade. A força maior viria da Zona Rural, principalmente das comunidades onde atuam os vereadores alinhados ao seu projeto de reeleição.

Nas contas feitas pelos aliados, seriam onze vereadores “catando” votos para o deputado. É uma tropa numerosa, com presença em diferentes localidades e capacidade para entrar nas casas, conversar com as famílias e transformar compromisso político em pedido direto de voto.

Onze cabos eleitorais de mandato

Um vereador não leva apenas o próprio voto. Leva lideranças comunitárias, suplentes, familiares, correligionários e pessoas atendidas diariamente pelo seu grupo político. Na Zona Rural, onde a relação entre eleitor e representante costuma ser mais próxima, essa influência pode fazer uma diferença ainda maior.

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Caso os onze vereadores realmente trabalhem com a mesma intensidade, Júnior Araújo terá uma estrutura política difícil de ser ignorada em Cajazeiras.

Mas existe uma distância considerável entre aparecer numa fotografia, adesivar o peito e confirmar o voto diante da urna.

Voto não tem dono

A história política está cheia de candidatos que fizeram contas com base no apoio de prefeitos, vereadores e lideranças, mas acabaram surpreendidos depois da abertura das urnas. Isso acontece porque o voto não pertence a quem promete entregá-lo.

Na política, quem planta apoio público precisa conferir se não estão cultivando outro candidato às escondidas.

O desafio de Júnior será saber se os compromissos anunciados permanecerão firmes até o dia da eleição. É justamente nesse ponto que aparece a velha palavra que tanto assombra campanhas eleitorais: traição.

A hora da colheita

A Zona Rural pode ser a grande responsável por uma votação expressiva do deputado em Cajazeiras. Há vereadores, lideranças e redutos importantes trabalhando para isso. Entretanto, eleição não se vence apenas com quantidade de apoios; vence-se com presença, confiança e voto confirmado.

Se os onze vereadores entregarem nas urnas aquilo que apresentam nos discursos, a colheita poderá ser generosa. Se houver voto escondido para outro nome, algumas espigas chegarão vazias ao terreiro.

No final, somente a urna mostrará quem realmente trabalhou e quem apenas posou para a fotografia. Se não houver traição, a debulha do milho promete ser boa.

Instagram oficial: @wgleyssondesouza

FONTE/CRÉDITOS: WGLEYSSON DE SOUZA – Jornalista. REG. PROF. FENAJ 4407/PB | API/PB 3072