O filósofo dos corredores da TV Sertão anda deixando suas reflexões cada vez mais afiadas. O jornalista Wgleysson de Souza, que também já começou a filosofar sobre os movimentos da política, resolveu prestar mais atenção às lições do mestre principalmente depois da quinta “bicada”.

Foi justamente nesse momento de inspiração que surgiu mais uma sentença digna dos bastidores políticos de Cajazeiras.

Dirigindo-se a Pedro, o filósofo disparou:

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Pedro, esses políticos, quando começam a bater as asas, ficam logo metidos a águia. Mas, quando passam do ponto ideal de ser águia, o maior risco é virar nambu.

A águia e o excesso de confiança

A metáfora é simples, mas acerta em cheio. Na política, algumas lideranças conquistam espaço, recebem apoios, aparecem em pesquisas ou reúnem gente em volta e passam a acreditar que já estão voando acima de todos.

O problema começa quando confiança vira arrogância. O político deixa de ouvir, afasta os aliados, despreza adversários e começa a tratar o eleitor como se o voto já estivesse garantido.

Quem sobe embalado pela vaidade pode descobrir, tarde demais, que estava apenas batendo as asas sem sair do chão.

O destino do nambu

A águia representa altura, visão e domínio. O nambu, por sua vez, voa baixo, por pouco tempo e logo retorna ao chão. Na comparação do filósofo, essa é a trajetória reservada a quem cresce politicamente, perde a medida e acredita que ninguém poderá alcançá-lo.

Não faltam exemplos de candidatos que começaram uma campanha com pose de favoritos e terminaram procurando explicações depois da abertura das urnas. A política não costuma perdoar soberba, abandono das bases nem excesso de confiança.

O ensinamento está dado: antes de bater as asas, é bom verificar se existe força suficiente para sustentar o voo. Porque entre parecer águia e terminar como nambu pode existir apenas uma eleição.

FONTE/CRÉDITOS: WGLEYSSON DE SOUZA – Jornalista. REG. PROF. FENAJ 4407/PB | API/PB 3072