As rodovias estaduais do Alto Sertão voltaram a ser palco de manifestações populares, evidenciando a crescente insatisfação de moradores, motoristas e produtores rurais com a situação da infraestrutura viária da região. Em diferentes municípios, os protestos tiveram um objetivo em comum: cobrar mais agilidade do poder público na execução de obras consideradas essenciais para a mobilidade e o desenvolvimento regional.

Na PB-420, trecho que liga a BR-230 ao município de Cachoeira dos Índios, motoristas, taxistas, moradores e usuários da via realizaram um bloqueio para reivindicar a reconstrução da rodovia e denunciar a lentidão dos serviços de recuperação da pista. O desgaste do asfalto e as condições de trafegabilidade têm sido motivo constante de reclamações, especialmente entre quem depende diariamente da estrada para trabalhar, estudar ou acessar serviços públicos.

Situação semelhante foi registrada na PB-416. Moradores das comunidades de Matuto, Sítio Bodes, Rudado, Riacho do Meio e Riacho Fechado interditaram a rodovia na altura do quilômetro 2 para protestar contra a suposta alteração no traçado previsto para a obra. O movimento demonstra que, além da execução das intervenções, o diálogo entre poder público e comunidades afetadas também passou a ocupar papel central nas discussões.

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Os protestos revelam que a população sertaneja já não cobra apenas obras, mas planejamento, transparência e respeito às comunidades diretamente impactadas pelos projetos.

O cenário lembra outra mobilização marcante da região: a série de manifestações realizadas ao longo dos últimos anos na rodovia que liga a BR-230 ao distrito de Engenheiro Ávidos, em Cajazeiras. Na ocasião, diversos protestos foram registrados antes da retomada das discussões sobre a pavimentação, transformando a estrada em um dos principais símbolos da luta por investimentos em infraestrutura no Sertão.

Agora, a repetição desses movimentos evidencia que a mobilização popular continua sendo um instrumento utilizado pelas comunidades para chamar a atenção das autoridades. Enquanto uma obra aguarda reconstrução e outra ainda enfrenta debates sobre seu traçado, cresce a expectativa para que as soluções sejam construídas com participação social e planejamento técnico.

O desafio para o Governo do Estado passa não apenas pela execução das obras, mas também pela capacidade de estabelecer diálogo permanente com a população, evitando que novos impasses transformem rodovias em cenários frequentes de manifestações.

FONTE/CRÉDITOS: WGLEYSSON DE SOUZA – Jornalista. REG. PROF. FENAJ - 4407/PB | API/PB 3072.