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O presidente **Luiz Inácio Lula da Silva** anunciou, nesta sexta-feira (22), que pretende vetar a **minirreforma eleitoral** aprovada pela Câmara, especialmente no trecho que permite o envio de **mensagens em massa**. Durante entrevista ao programa Sem Censura, da TV Brasil, o mandatário justificou a decisão citando a necessidade de proteger a democracia contra a automatização desenfreada de campanhas.
A conversa foi conduzida pela apresentadora Cissa Guimarães em uma edição especial da Empresa Brasil de Comunicação (EBC). Na ocasião, o chefe do Executivo demonstrou preocupação com a integridade do processo de escolha de representantes públicos.
Lula enfatizou que o uso de inteligência artificial representa um perigo iminente para o equilíbrio das disputas eleitorais. Segundo ele, a tecnologia não deve interferir na decisão soberana do eleitor.
"Acredito que precisamos refletir sobre o papel da inteligência artificial; ela é útil em diversas áreas, mas não pode ditar o rumo de eleições para cargos como prefeito ou governador", declarou. Ele reiterou que trabalhará junto ao Senado para barrar a proposta antes mesmo de chegar à sua mesa.
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Aprovada na última terça-feira (19) por meio de votação simbólica, a proposta tem sido alvo de críticas por parte de organizações civis. O texto flexibiliza a prestação de contas e as normas de fiscalização partidária.
O ponto central da discórdia envolve a permissão para disparos automatizados a listas de contatos pré-cadastrados. Para o governo, essa medida abre precedentes perigosos para a manipulação de informações.
Especialistas e críticos argumentam que a mudança enfraquece o controle sobre ferramentas digitais. A principal preocupação reside na disseminação em larga escala de conteúdos sem a devida transparência.
Lula também questionou a concentração de recursos públicos nas mãos de parlamentares por meio de fundos e emendas. Ele mencionou o volume expressivo de verbas destinadas aos fundos eleitorais e partidários.
"Antigamente eu apoiava o fundo partidário, mas hoje vejo que isso gerou distorções na política", afirmou o presidente. Ele destacou que o montante atual de emendas por parlamentar atinge níveis que prejudicam a equidade do sistema.
Polarização e violência política
Ao ser questionado sobre o atual cenário político, Lula comparou o momento presente com seus governos anteriores. Ele observou que o extremismo e a polarização se tornaram fenômenos globais, citando o exemplo dos Estados Unidos.
"O cenário internacional está tenso e dividido. Antes, adversários políticos mantinham uma convivência institucional saudável fora do período eleitoral, algo que se perdeu com o tempo", analisou o presidente.
Lula também defendeu uma revisão sobre como os algoritmos das redes sociais influenciam a organização da sociedade. Para ele, é essencial preservar a essência humana diante da pressão tecnológica constante.
A entrevista contou com uma bancada diversificada, incluindo a jornalista Luciana Barreto e os influenciadores Nath Finanças e Muka. O debate abordou temas que vão desde a economia popular até a comunicação digital contemporânea.
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