O presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez um apelo direto ao senador Davi Alcolumbre nesta sexta-feira (22) para que a PEC da Segurança seja pautada no Senado, visando estruturar o enfrentamento ao crime organizado.

Durante entrevista exclusiva ao programa Sem Censura, da TV Brasil, o mandatário destacou que a aprovação da proposta é o caminho para que o país solucione, de forma definitiva, os atuais gargalos da segurança pública nacional.

Lula aproveitou a ocasião para detalhar o plano Brasil Contra o Crime Organizado. O projeto prevê um investimento total de R$ 11 bilhões, sendo R$ 1 bilhão em recursos diretos da União e R$ 10 bilhões em linhas de financiamento.

Publicidade
Publicidade

Leia Também:

Esses valores serão destinados a estados e prefeituras, permitindo que os entes federados adquiram os equipamentos e instrumentos necessários para conter o avanço da violência em seus territórios.

Segundo o presidente, a reforma constitucional permitirá o fortalecimento da Polícia Federal e da Polícia Rodoviária Federal, além da criação de uma guarda nacional efetiva e permanente.

A intenção é reduzir a dependência de decretos de Garantia da Lei e da Ordem (GLO), priorizando uma polícia profissionalizada, pautada pela inteligência e capaz de atuar estrategicamente contra a criminalidade.

O chefe do Executivo também validou as queixas da população sobre a insegurança. Ele pontuou que as administrações estaduais sozinhas não conseguem dar conta da complexidade do problema atual.

Lula mencionou que governadores frequentemente relatam dificuldades, seja pela falta de integração ou pela frustração de ver criminosos presos pela Polícia Militar serem libertados em curto espaço de tempo.

Entenda os objetivos da PEC da Segurança

A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança, que já passou pelo crivo da Câmara dos Deputados, tem como meta elevar o Sistema Único de Segurança Pública (SUSP) ao texto constitucional.

Com essa mudança, o governo espera desburocratizar processos que hoje travam a atuação das autoridades, garantindo uma integração mais fluida entre o governo federal e os estados na execução de políticas públicas.

FONTE/CRÉDITOS: WGLEYSSON DE SOUZA – Jornalista REG. PROF. FENAJ - 4407/PB | API/PB 3072